Jovens são responsáveis por 62% de compras em lojas físicas

Após anos de perda de relevância diante do avanço do e-commerce, os shoppings centers voltam a ganhar movimento, e o principal motor dessa recuperação é a Geração Z. Jovens consumidores têm retomado o hábito de frequentar lojas físicas, ajudando a impulsionar o setor varejista.

A primeira geração nativa digital está ressuscitando um passatempo à moda antiga: fazer compras no shopping. A Geração Z demonstra preferência crescente por experiências presenciais. Dados de mercado indicam que consumidores entre 18 e 24 anos realizam a maior parte de suas compras em lojas físicas, superando outras faixas etárias.

O crescimento nos gastos de consumo desse público está superando todas as outras gerações, segundo a empresa de dados NielsenIQ, com a previsão de que os gastos anuais globais da geração ultrapassem 12 trilhões de dólares até 2030. Esse grupo também gasta uma proporção maior de seu dinheiro sem critério em lojas físicas do que gerações mais velhas, segundo a empresa de dados Circana.

O entusiasmo dos jovens pelos shoppings é um ponto positivo para um setor que enfrentou fechamento de lojas e queda no movimento nos últimos anos, em parte porque os millennials nunca se adaptaram a passar tempo no shopping da mesma forma que a Geração X. A Geração Z ajudou a impulsionar uma recente recuperação, com a demanda por espaço em shoppings voltando a crescer.

Compradores entre 18 e 24 anos compraram 62% de todas as suas mercadorias em lojas físicas no ano passado. Em comparação, compradores de 25 anos ou mais fizeram 52% de suas compras presencialmente, segundo a Circana.

Mais do que comprar, os jovens buscam experiências. Para a Geração Z, que cresceu na era dos smartphones e passou anos formativos sob o lockdown da pandemia, ir ao shopping se tornou uma atividade social: encontrar amigos, experimentar produtos e sentir o tecido com os dedos fazem parte da jornada de consumo.

Nesse contexto, o ambiente físico ganha um papel complementar ao digital. Muitas decisões de compra começam online, influenciadas por conteúdos em plataformas como TikTok e Instagram, mas são concluídas presencialmente, onde o consumidor pode ver, tocar e experimentar os produtos.

Para acompanhar essa mudança, shoppings e varejistas têm adaptado seus espaços, criando ambientes mais atrativos e “instagramáveis”, além de investir em eventos e parcerias com influenciadores. Marcas que nasceram no ambiente digital também passaram a abrir lojas físicas, buscando se aproximar desse público.

Outro fator que explica o movimento é o contexto em que essa geração cresceu. Muitos jovens viveram parte da adolescência durante o isolamento da pandemia, o que aumentou o interesse por atividades presenciais e de socialização.

Com alto poder de consumo, a Geração Z tem potencial para redefinir o papel dos shoppings, que deixam de ser apenas centros de compras e passam a funcionar como espaços de convivência e experiência.

O resultado é um novo momento para o varejo: híbrido, conectado e guiado por um consumidor que transita com naturalidade entre o online e o offline.

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