Mais de 2,5 milhões de brasileiros procuraram tratamento para deixar o cigarro em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. O número representa um dos maiores registros dos últimos anos e reforça o avanço das políticas públicas de combate ao tabagismo no país.

O combate ao tabagismo registrou avanço significativo no Brasil em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, mais de 2,5 milhões de pessoas procuraram tratamento para abandonar o cigarro por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), número considerado um dos maiores já registrados pelo programa nacional de controle do tabaco.
Os atendimentos incluem acompanhamento médico, apoio psicológico, terapias em grupo e oferta gratuita de medicamentos utilizados no tratamento da dependência da nicotina. As ações são coordenadas pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios.
Segundo o ministério, o crescimento da procura está relacionado à ampliação do acesso aos serviços especializados, ao fortalecimento das campanhas de conscientização e à maior percepção da população sobre os riscos associados ao consumo de produtos derivados do tabaco.
Tratamento gratuito pelo SUS
O tratamento contra o tabagismo é oferecido gratuitamente em unidades de saúde do SUS em todo o país. O acompanhamento pode incluir avaliação clínica, estratégias para controle da dependência, suporte psicológico e uso de medicamentos como adesivos de nicotina, goma de mascar e cloridrato de bupropiona, quando indicado por profissionais de saúde.
Especialistas destacam que a combinação entre acompanhamento profissional e tratamento medicamentoso aumenta significativamente as chances de sucesso na interrupção do hábito de fumar.
Tabagismo ainda causa milhares de mortes
Apesar da redução gradual no número de fumantes ao longo das últimas décadas, o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que cerca de 161 mil mortes anuais no país estão associadas ao consumo de tabaco.
O cigarro está diretamente relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, câncer de pulmão, enfisema pulmonar, acidente vascular cerebral (AVC) e diversas outras enfermidades crônicas.
Crescimento preocupa entre jovens por causa dos cigarros eletrônicos
Embora o número de fumantes tradicionais tenha diminuído nos últimos anos, autoridades de saúde demonstram preocupação com o aumento do uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém proibida a comercialização, importação e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil. Mesmo assim, pesquisas apontam crescimento do consumo desses produtos por meio do mercado irregular.
O Brasil é considerado uma das referências internacionais em políticas públicas de controle do tabagismo. Entre as medidas adotadas nas últimas décadas estão a proibição de propagandas de cigarros, a criação de ambientes livres de fumaça, o aumento da tributação sobre produtos derivados do tabaco e a inclusão do tratamento gratuito pelo SUS.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que a proporção de fumantes adultos no país caiu de cerca de 35% da população no final da década de 1980 para menos de 10% atualmente.
Dia Mundial Sem Tabaco
Os dados foram divulgados em meio às ações do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os impactos do consumo de tabaco e incentivar políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento da dependência.
O Ministério da Saúde reforça que pessoas interessadas em parar de fumar podem procurar a unidade básica de saúde mais próxima para obter informações sobre os grupos de apoio e os tratamentos disponíveis gratuitamente pelo SUS.









