Críticas às gestões e embates sobre economia, saúde e segurança marcam 1º debate ao governo do Maranhão

informações G1ma

Participaram do debate Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), André Luís (MISSÃO) e Saulo Arcangeli (PSTU). Eduardo Braide (PSD) e Reginaldo Lima (PCB) não compareceram.

O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Maranhão nas Eleições 2026 foi realizado neste domingo (9), pela Band Maranhão, em São Luís.

Ao todo, os sete candidatos que disputam o governo do Maranhão foram convidados para participar do debate. Eles tiveram os nomes referendados nas convenções partidárias e devem ter os registros de candidatura confirmados junto à Justiça Eleitoral até 14 de agosto.

Apenas cinco dos sete candidatos participaram do debate: Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB), André Luís (MISSÃO) e Saulo Arcangeli (PSTU). Eduardo Braide (PSD) e Reginaldo Lima (PCB) não compareceram.questionou

O debate dividido em quatro blocos.

1º bloco: os candidatos fizeram perguntas entre si, com tema livre. Por ordem de sorteio, cada participante escolheu um adversário para questionar. A dinâmica contou com pergunta, resposta, réplica e tréplica. Todos os candidatos presentes perguntaram e responderam.

2º bloco: cada candidato questionou um adversário, sobre um tema sorteado, numa rodada com pergunta, resposta, réplica e tréplica.

3º bloco: os candidatos novamente fizeram perguntas entre si, com tema livre. Por ordem de sorteio, cada participante escolheu um adversário para questionar. A dinâmica contou com pergunta, resposta, réplica e tréplica. Todos os candidatos presentes perguntaram e responderam.

4º bloco: os candidatos fizeram suas considerações finais.

Primeiro bloco

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão foi marcado por críticas às gestões anteriores, além de discussões sobre educação, saúde, impostos, geração de emprego, pobreza e desenvolvimento econômico.

Felipe Camarão questionou Orleans Brandão sobre a situação da educação no Maranhão.

“Eu queria saber qual é, diante da sua experiência, inclusive na gestão do seu tio, a forma de melhorar a educação verdadeira para os estudantes maranhenses”, disse Camarão.

“Primeiro que o IDEB é maior do que quando você era secretário. Nosso IDEB é de 3,8 e na época que você era secretário era de 3,7. A gente tem avançado e vai avançar ainda mais. Criamos o maior programa educacional da história do Maranhão, um programa de educação de verdade”, respondeu Orleans.

Orleans Brandão escolheu Roberto Rocha para falar sobre a situação do Hospital da Criança e a gestão da saúde.

“O que está acontecendo no Hospital da Criança é muito grave. Eu pergunto ao candidato, o que você faria no lugar, se você estivesse como gestor no Hospital da Criança?”, questionou Orleans.

“Trouxeram de fora uma empresa que trocou tudo lá. Tiraram todos os profissionais que lá trabalhavam e colocaram funcionários que vieram de fora. O Hospital da Criança precisa, de fato, alterar a gestão. A gente não pode, candidato Orleans, discutir apenas a febre, os efeitos, a gente tem que discutir a infecção, a causa”, respondeu Roberto Rocha.

Roberto Rocha questionou Felipe Camarão sobre a carga tributária e o ICMS no Maranhão.

“O maranhense carrega a maior carga tributária no que diz respeito ao ICMS, o imposto estadual, que é o maior imposto do país. O que fazer efetivamente para poder acabar com essa contradição imensa, o povo mais pobre pagando o maior imposto do Brasil?”, questionou Roberto Rocha.

“Pouca gente ganha muito dinheiro e muita gente não ganha quase nada. E é por isso, Roberto, que uma das minhas primeiras medidas quando assumir o governo do Estado vai ser reduzir o ICMS cobrado no Estado do Maranhão”, respondeu Camarão.

Saulo Arcangeli escolheu André Luís para falar sobre as condições de trabalho e geração de emprego no Maranhão.

“21% dos trabalhadores escravos, análogo ao escravo, do Brasil, vem do Maranhão. Qual a sua proposta para melhorar as condições de trabalho do nosso Estado?”, perguntou Saulo.

“A minha proposta é libertar o Maranhão das ONGs que travam esse estado que você representa. Porque nós do Partido Missão apresentamos um projeto bem claro de desenvolvimento do nosso Estado”, respondeu André Luís.

André Luís questionou Saulo Arcangeli sobre a pobreza e a dependência do Bolsa Família no Maranhão.

“Nós, do Partido Missão, entendemos que o Bolsa Família tem que ser algo emergencial. E você sabe que você utiliza o Bolsa Família no momento de dificuldade, mas não pode transformar isso em quase um direito adquirido”, disse André.

“Então, por isso que a gente tem que gerar trabalho. Mas quem trabalha não é o empresário, não. Quem trabalha é o trabalhador, André. É bom você saber disso”, respondeu Saulo.

Segundo bloco

O segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão foi marcado por confrontos diretos sobre transporte, infraestrutura, economia, educação e segurança pública. Os candidatos sortearam os temas e escolheram um adversário para responder, em rodadas com pergunta, resposta, réplica e tréplica.

Roberto Rocha questionou Orleans Brandão sobre transporte e infraestrutura viária no Maranhão.

“O Maranhão é um estado do tamanho do estado de São Paulo, só que tem uma infraestrutura que nós conhecemos, terrível, o que dificulta muito atrair investimentos. […] Caso eleito governador, no que diz respeito à logística, qual a diferença do governo seu para o atual governo?”, perguntou Roberto Rocha.

“A gente vem avançando muito pelo transporte, pela mobilidade de todo o Estado do Maranhão. […] Foram mais de 5 mil quilômetros de malha viária feitas agora só na gestão do governador Carlos Brandão”, respondeu Orleans.

Orleans Brandão escolheu Saulo Arcangeli para falar sobre infraestrutura no Maranhão.

“Eu pergunto a você, caso eleito governador do estado do Maranhão, qual é o seu trabalho pela infraestrutura do nosso estado?”, questionou Orleans.

“Primeiro, eu discordo dos avanços do seu tio. Eu acho que o Maranhão, as estradas estão em péssimo estado, tanto a nível federal como a nível estadual. […] Você tem que estruturar as escolas, as estradas, a saúde, garantir, inclusive, hospitais de porta aberta”, respondeu Saulo.

André Luís questionou Felipe Camarão sobre desenvolvimento econômico no Maranhão.

“Eu quero perguntar para o Felipe Camarão quais os projetos que ele tem para desenvolver a economia do Maranhão, levando em consideração o resultado lamentável que o grupo que ele representa vem entregando até hoje”, perguntou André Luís.

“A primeira coisa que a gente tem que ter em mente é que para atrair investimentos e melhorar a economia maranhense, nós temos duas grandes coisas importantes. A primeira é baixa carga tributária. […] O nosso plano de governo […] traz eixos. Nós temos cinco eixos de cuidado com o Maranhão, cada um com 13 compromissos”, respondeu Camarão.

Felipe Camarão escolheu Roberto Rocha para falar sobre educação no Maranhão.

“O que nós vimos e estamos vendo atualmente é um verdadeiro retrocesso. Queda do Maranhão no ranking do IDEB, escolas sem aula, os alunos realmente sem oportunidade de ter acesso à verdadeira educação. […] Quero lhe perguntar qual é o seu planejamento e seu projeto para a educação maranhense”, questionou Camarão.

“Na história do Maranhão, não há nenhum político que tenha colocado mais recursos para a Universidade Federal do Maranhão do que Roberto Rocha. […] Eu quero dotar as nossas universidades de condições técnicas, científicas para poder formar profissionais do futuro maranhenses que possam ter um sonho de consumo, empreender, ter sua startup e empreender”, respondeu Roberto Rocha.

Saulo Arcangeli questionou André Luís sobre segurança pública no Maranhão.

“Nós sabemos que o Maranhão foi um dos estados que você teve maior letalidade da polícia no Brasil. […] Qual é o projeto de segurança pública que você e o seu partido defendem?”, perguntou Saulo.

“O projeto de segurança pública, ele é perfeito para resolver os problemas de todo mundo que me ouve nesta noite. […] A pauta é o Prender ou Matou. E o Prender ou Matou vai perseguir quem tem colocado a nossa sociedade de joelhos”, respondeu André Luís.

Terceiro bloco

No terceiro bloco, os candidatos novamente fizeram perguntas entre si, com tema livre. Por ordem de sorteio, cada participante escolheu um adversário para questionar. A dinâmica contou com pergunta, resposta, réplica e tréplica.

André Luís questionou Orleans Brandão sobre ajuste fiscal e capacidade de investimento do estado.

“Precisamos enriquecer o nosso Estado para gerar faturamento e o governo ter possibilidade de desenvolver também a saúde. […] Qual o seu projeto de reajuste fiscal para o nosso Estado?”, perguntou André.

“Para a gente falar de reajuste fiscal, agora é possível, porque o governo Brandão ajeitou a casa. Era o 23º em solidez fiscal, hoje somos o 2º. A nota de capacidade de pagamento era letra C, agora somos letra A”, respondeu Orleans.

Saulo Arcangeli escolheu Roberto Rocha para falar sobre saúde e educação.

“Qual a sua proposta em relação aos serviços de saúde e educação para o estado do Maranhão, se você vai manter esse modelo de privatização, de entrega da saúde, da vida das pessoas para iniciativa privada, da mesma forma da educação?”, questionou Saulo.

“Bolsonarismo é defender a livre iniciativa, é defender a família, a pátria, a liberdade. […] Se for isso o bolsonarismo, eu tenho muito orgulho de dizer que sou de direita”, respondeu Roberto Rocha, que também falou sobre a atuação do governo federal durante a pandemia.

Considerações finais

Nas considerações finais, Roberto Rocha agradeceu à organização do debate e ao público e afirmou que enfrenta candidaturas apoiadas pelas estruturas dos governos federal, estadual e municipal. O candidato também fez críticas ao atual grupo político que governa o Maranhão e destacou sua trajetória de oposição.

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