Greve chega ao 4º dia e ônibus urbanos seguem sem circular em São Luís

A paralisação parcial dos rodoviários do transporte público de São Luís chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (16). Com a continuidade do movimento, ônibus do sistema urbano permanecem sem circular, afetando milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo para se deslocar pela capital maranhense.

Sendo a segunda vez, em menos de três meses, que São Luís enfrenta uma greve de ônibus, a greve segue sem previsão de encerramento, sem acordo entre trabalhadores e empresários do setor.

O sistema de ônibus é responsável pelo deslocamento diário de grande parte da população de São Luís, que depende do transporte coletivo para se locomover entre bairros e o centro da capital. Os usuários enfrentam dificuldades para chegar ao trabalho, à escola e a outros compromissos, recorrendo a alternativas como transporte por aplicativo, mototáxi e caronas.

A expectativa é de que novas negociações ocorram entre o sindicato dos rodoviários e os empresários do transporte público para tentar encerrar o impasse e restabelecer a circulação dos ônibus na cidade.

Os ônibus do sistema semiurbano, que atende bairros dos municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, seguem circulando normalmente, mas sem entrar nos terminais de integração de São Luís.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), o reajuste salarial de 5,5% deveria ter sido pago desde janeiro aos cerca de 4,5 mil trabalhadores ativos atualmente no sistema de transporte público da Grande São Luís. O presidente, Marcelo Brito, informou que, até o momento, a entidade não havia sido chamada para negociar o impasse que motiva a greve.

A Prefeitura de São Luís informou que tem cumprido regularmente suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público e que os subsídios destinados às empresas estão sendo repassados em dia, sem atrasos ou descontos.

Para amenizar os impactos da paralisação, o município passou a disponibilizar vouchers em um aplicativo de transporte, com o objetivo de garantir o deslocamento enquanto o serviço de ônibus estiver comprometido. De acordo com a prefeitura, os vouchers já foram liberados para pessoas que estavam previamente cadastradas no sistema criado pelo município.

A administração municipal também informou que entrou, na quinta-feira (12), com uma ação na Justiça do Trabalho solicitando que a greve seja considerada abusiva e pedindo a adoção de medidas que garantam a circulação mínima do transporte coletivo, conforme prevê a legislação para serviços essenciais.

Compartilhe essa notícia:

Mais Notícias