As principais entidades representativas do setor de combustíveis no Brasil solicitaram nesta sexta-feira (20) novas medidas do governo federal para evitar o desabastecimento nacional.

A nota conjunta é assinada pela Fecombustíveis, Sindicom, Brasilcom, Abicom, Refina Brasil e Sincopetro. O alerta surge em um momento de alta volatilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Silva, anunciou nesta tarde a criação de uma força-tarefa para monitorar o mercado em todo o país. A fiscalização já atingiu mais de 1,8 mil postos e 115 distribuidoras em 25 estados.
Porém, a possibilidade de faltar diesel e gasolina no Brasil nesta semana é considerada baixa por especialistas e autoridades do setor, apesar de um cenário recente de tensão no abastecimento.
De acordo com avaliações internas, o risco de desabastecimento é pequeno e, até o momento, não há indicativos de uma crise generalizada no país. Ainda assim, já foram registrados casos pontuais de falta de combustíveis em alguns postos, especialmente de diesel.
Essas ocorrências, no entanto, são localizadas e não comprometem o abastecimento em larga escala. Em geral, consumidores ainda conseguem encontrar combustível em outros estabelecimentos próximos, embora a situação possa ser mais sensível em cidades menores.
Paralelamente, o governo tenta mitigar os custos através da redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subvenções econômicas, embora as entidades apontem que esses efeitos não são automáticos para o consumidor final.
“Esses instrumentos naturalmente têm relevância para minimizar pressões de custo. Contudo, seus efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do preço do diesel comercializado no país, bem como das condições de suprimento e tributação ao longo de toda cadeia”, diz o comunicado.
Segundo as organizações, o setor enfrenta um cenário desafiador com restrições de oferta e ajustes nas condições de fornecimento, o que impacta diretamente a logística e a disponibilidade de produtos.
Distribuidoras têm adotado cautela nas compras, diante da alta nos preços e da instabilidade do mercado. Há também relatos de redução no fornecimento por parte da Petrobras e cancelamento de leilões recentes, o que levou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) a intervir para garantir a oferta de combustíveis.
O cenário ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional e ao aumento dos preços nas bombas, fatores que pressionam toda a cadeia de distribuição.









