Mais de 190 mil famílias maranhenses deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após registrarem aumento de renda. Segundo dados do Governo Federal, a saída do programa ocorreu principalmente em razão da conquista de empregos formais e do crescimento de atividades empreendedoras, que permitiram às famílias superar os critérios de permanência no benefício.

Mais de 190 mil famílias deixaram o Bolsa Família no Maranhão entre março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo Federal, e maio de 2026. Os dados apontam que essas famílias conseguiram elevar sua renda por meio da inserção no mercado de trabalho formal ou do empreendedorismo, ultrapassando os limites estabelecidos para permanência no programa.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), os desligamentos ocorreram porque os beneficiários superaram o limite da chamada Regra de Proteção ou concluíram o período previsto para permanência nessa modalidade de transição.
Somente em maio de 2026, mais de 8,3 mil famílias maranhenses deixaram o programa social. Entre os municípios com maior número de desligamentos estão São Luís, com 976 famílias, seguida por Timon (308), Imperatriz (245), São José de Ribamar (217) e Codó (178). Também aparecem na lista Paço do Lumiar (174), Pinheiro (143), Balsas (125), Caxias (117) e Esperantinópolis (116).
Cenário nacional
O movimento observado no Maranhão acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os estados com maior número de desligamentos foram São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, os números refletem o fortalecimento das políticas de geração de emprego e renda. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 80% das vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único.
Como funciona a Regra de Proteção
Criada no novo formato do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite que famílias que aumentam sua renda continuem recebendo parte do benefício durante um período de transição. Mesmo após ultrapassarem o limite de R$ 218 de renda mensal por pessoa, elas podem permanecer no programa recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda per capita não ultrapasse R$ 706.
Programa segue atendendo mais de 1,1 milhão de famílias
Apesar da redução no número de beneficiários em razão da melhora da renda de parte da população, o Bolsa Família continua sendo uma das principais políticas de transferência de renda no Maranhão. Em abril de 2026, mais de 1,15 milhão de famílias dos 217 municípios maranhenses permaneciam atendidas pelo programa, com investimento superior a R$ 804 milhões e benefício médio de R$ 697,61.
O programa também mantém benefícios complementares voltados para crianças, gestantes, nutrizes e adolescentes, além de atender grupos prioritários como famílias indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão.









