Missão Artemis II: veja como será o retorno da nave à Terra

Após completar o sobrevoo histórico ao redor da Lua, a missão Artemis II entra em sua fase mais crítica: o retorno à Terra, marcado por altíssima velocidade, calor extremo e um pouso no oceano.

A missão Artemis II, da NASA, está na etapa final de sua jornada com o retorno da cápsula Orion à Terra, considerado um dos momentos mais delicados de toda a operação. Após percorrer centenas de milhares de quilômetros no espaço, a nave inicia uma trajetória de “retorno livre”, utilizando a gravidade da Lua para impulsionar sua volta ao planeta.

Durante esse trajeto, a espaçonave ganha velocidade progressivamente até atingir cerca de 40 mil km/h no momento da reentrada na atmosfera terrestre, uma das maiores já registradas em missões tripuladas.

O principal desafio dessa etapa é o calor extremo gerado pelo atrito com a atmosfera. Ao entrar em alta velocidade, a cápsula enfrenta temperaturas intensas, que podem ultrapassar milhares de graus Celsius. Para suportar essas condições, a Orion é equipada com um escudo térmico projetado para absorver e dissipar o calor, garantindo a segurança dos astronautas.

Outro ponto crucial é o ângulo de entrada na atmosfera. Um erro mínimo pode comprometer toda a missão: se for muito inclinado, a nave pode superaquecer; se for muito raso, corre o risco de “quicar” e voltar ao espaço. Por isso, ajustes precisos de trajetória são realizados antes da reentrada.

Diferentemente de planos iniciais, a NASA optou por uma reentrada mais direta, abandonando a chamada técnica de “salto” (skip reentry), após observações feitas em missões anteriores. A mudança busca aumentar a segurança da operação.

Após atravessar a atmosfera, a cápsula desacelera com o auxílio de paraquedas até realizar o pouso no mar (splashdown), previsto para o Oceano Pacífico, onde equipes de resgate estarão posicionadas para recuperar a tripulação.

A missão, que marca o retorno de humanos ao espaço profundo após mais de 50 anos, serve como preparação para futuras expedições à Lua e até a Marte. O sucesso do retorno será essencial para validar tecnologias e procedimentos que serão utilizados nas próximas etapas do programa Artemis.

Compartilhe essa notícia:

Mais Notícias