O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou nesta segunda-feira (25), Dia Nacional da Adoção, o aplicativo A.Dot, ferramenta que amplia a busca ativa de crianças e adolescentes aptos à adoção em todo o Brasil. A plataforma busca aproximar pretendentes habilitados de jovens com maior dificuldade de encontrar uma família, como adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou nesta segunda-feira (25) o aplicativo A.Dot, nova ferramenta nacional voltada à busca ativa de crianças e adolescentes aptos à adoção. O lançamento ocorreu no Dia Nacional da Adoção e faz parte das ações do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
A plataforma foi criada para ampliar as possibilidades de adoção de perfis que historicamente encontram mais dificuldades para conseguir uma família, como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e jovens com deficiência ou necessidades específicas de saúde.
Desenvolvido inicialmente pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em parceria com o Instituto A.Dot, o aplicativo passou por expansão nacional com apoio do Programa Justiça 4.0 e agora poderá ser utilizado em todo o país.
O acesso ao aplicativo é feito por meio da conta Gov.br. Interessados em adotar poderão iniciar o pré-cadastro, acompanhar o processo de habilitação e acessar informações sobre crianças e adolescentes disponíveis para busca ativa. Entretanto, o acesso completo aos perfis é restrito a pretendentes já habilitados no SNA e a perfis institucionais autorizados pelo Judiciário.
Dentro da plataforma, os usuários poderão visualizar fotos, vídeos curtos e informações essenciais sobre os jovens aptos à adoção. Segundo o CNJ, a proposta é tornar o processo mais humanizado e transparente, permitindo que as famílias conheçam melhor a história e as características das crianças e adolescentes.
Durante o lançamento, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que o aplicativo foi criado para fortalecer a proteção integral de crianças e adolescentes. “Esse aplicativo permite que pretendentes devidamente habilitados tenham acesso seguro a informações autorizadas”, declarou.
O juiz auxiliar da presidência do CNJ e gestor do SNA, Hugo Zaher, destacou que o aplicativo ajuda a combater a invisibilidade enfrentada por muitos jovens nos processos de adoção. Segundo ele, filtros tradicionais de busca muitas vezes não conseguem apresentar quem são essas crianças além dos dados cadastrais.
Dados do CNJ apontam que atualmente 1.801 crianças e adolescentes estão aptos para a busca ativa no Brasil. Mais de 90% têm acima de oito anos de idade e cerca de 60% possuem irmãos. Desde 2019, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento já viabilizou mais de 33,5 mil adoções no país, sendo 1.826 realizadas por meio da busca ativa.
O CNJ também reforçou que a inclusão das crianças e adolescentes na plataforma depende de autorização judicial e de avaliação psicossocial, além da preservação da identidade, imagem e intimidade dos jovens cadastrados.
No Maranhão, dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento apontam que 68 crianças e adolescentes aguardam adoção atualmente. A expectativa é que o aplicativo ajude a ampliar a visibilidade desses jovens e facilite o encontro com famílias habilitadas.









