Conhecido pelo destaque na seleção espanhola e no Chelsea, o lateral Marc Cucurella revelou como o diagnóstico de autismo do filho mais velho transformou sua rotina e a de sua família. O jogador afirma que a experiência mudou sua forma de enxergar a vida, trouxe novos desafios e reforçou a importância da conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA).

Acostumado aos holofotes do futebol europeu, o lateral-esquerdo Marc Cucurella, da seleção espanhola e do Chelsea, afirma que o maior desafio de sua vida acontece longe dos estádios. O jogador contou que o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) do filho mais velho mudou completamente a dinâmica da família e fez com que ele passasse a enxergar a paternidade sob uma nova perspectiva.
Em entrevista, Cucurella relatou que o diagnóstico trouxe um período de muitas dúvidas e aprendizados. Segundo ele, ainda hoje existem momentos em que não sabe qual é a melhor forma de ajudar o filho.
“Às vezes não sei como ajudá-lo”, afirmou o jogador.
O atleta explicou que, apesar das dificuldades, a experiência também fortaleceu os laços familiares. Ele e a esposa passaram a buscar informações sobre o transtorno, compreender melhor as necessidades da criança e adaptar a rotina para oferecer um ambiente mais acolhedor e estimulante.
Mudança de prioridades
Cucurella afirma que a chegada do diagnóstico fez com que o futebol deixasse de ocupar o centro absoluto de sua vida. Embora continue dedicado à carreira, ele diz que a família passou a ser sua principal prioridade.
O atual campeão mundial destaca que situações que antes pareciam grandes problemas, como derrotas ou momentos difíceis no esporte, ganharam outra dimensão diante dos desafios enfrentados em casa. A convivência com o filho o ensinou a valorizar conquistas cotidianas que, para muitas famílias, podem parecer simples.
Conscientização sobre o autismo
Ao compartilhar sua experiência, o defensor espanhol espera contribuir para ampliar a compreensão sobre o transtorno do espectro autista e reduzir preconceitos. Ele acredita que falar abertamente sobre o tema pode ajudar outras famílias que enfrentam situação semelhante e incentivar o diagnóstico precoce e o acesso ao acompanhamento adequado.
Especialistas destacam que o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por diferentes níveis de comprometimento na comunicação, na interação social e por padrões de comportamento restritos ou repetitivos. Como se trata de um espectro, os sinais e necessidades variam de pessoa para pessoa.
Para Cucurella, o principal aprendizado foi entender que a evolução do filho não deve ser comparada à de outras crianças. “Cada pequeno avanço é uma grande vitória”, resume o jogador, que afirma seguir aprendendo diariamente ao lado da família.









